Acontece na SAHE at home – Masterclass discute desafios, mudanças e expectativas da Saúde Suplementar

 Acontece na SAHE at home – Masterclass discute desafios, mudanças e expectativas da Saúde Suplementar

Cristina Balestrin, da BP, e Alberto Ogata, da Associação Internacional de Promoção de Saúde no Ambiente de Trabalho, participaram do evento

Seguindo o calendário de atividades, o maior evento de educação executiva na Saúde da América Latin,a concluiu o terceiro dia de debates nesta quarta-feira (27/01). A South American Health Education (SAHE), excepcionalmente neste ano a SAHE at home, evento 100% online, reuniu líderes do setor e profissionais a fim de compartilhar e obter conhecimento, aprimoramento, relacionamento e networking.

Com a apresentação de quatro fóruns simultâneos, o evento trouxe ao público o Masterclass de Saúde Suplementar, presidido pela CEO do Instituto Coalizão Saúde (ICOS), e especialista em direito da medicina e Gestão Estratégica de Saúde, Denise Eloi. “Trabalhamos no contexto atual da pandemia e também nas transformações que esse cenário novo trouxe à Saúde Suplementar. Preparamos esse conteúdo com muito carinho.”

Dando início às discussões sobre “Modelos assistenciais de saúde: tendências no pós-pandemia”, o professor convidado dessa aula foi o presidente da Associação Catarinense de Medicina, Ademar Paes.

O executivo pontuou sobre os desafios deixados pela pandemia no futuro do país. “Nós teremos um impacto enorme na economia do setor. Se seguirmos esse modelo de crescimento e com o envelhecimento populacional junto à taxa de incorporação de novos tratamentos, o Brasil terá que adicionar um investimento de R$ 10 trilhões em 20 anos.”

Em seguida, o fórum contou com a participação do presidente da Unidas Autogestão, Anderson Mendes, que pontuou sobre a dificuldade do acesso à informação no Brasil. “Nós temos a cultura de compartilhar pouco dos dados que temos. As pessoas ainda veem o custo de implementar modelos que gerem essas informações, mas nós pagamos mais caro em não tê-las.”

Quem também esteve presente no debate foi a gerente médica do Hospital Beneficência de São Paulo – BP, Cristina Balestrin, que analisou o segmento de Saúde Suplementar e a comunicação perante a pandemia do coronavírus. “Tivemos uma onda de informações com qualidade discutíveis, perdendo tempo em desmentir dados errôneos. Ainda seguimos com atraso na troca de dados verdadeiros e relevantes para o Setor.”

Já na segunda aula do Masterclass, o tema debatido foi o “Desafios e aprendizados para a saúde corporativa no cenário atual”. Para palestrar sobre o assunto o vice-presidente executivo de Saúde e Benefícios da Aon Brasil, Paulo Jorge Cardoso, falou sobre a importância da resiliência da força de trabalho. “As organizações precisam de pessoas que consigam enfrentar tempestades, se sintam motivadas e que se adaptem à mudanças.”

Para debater sobre o tema, a mesa redonda contou com a participação da sócia diretora da Case Manager e gerente de saúde na Gold Star, Samara Eloi.

Em live, a executiva realizou um panorama entre adaptação e saúde mental. “Com a pandemia, nós fomos desafiados diariamente. Este novo momento trouxe à tona dificuldades e enfrentamentos que nós precisávamos fazer já há algum tempo.”

Também participou deste debate o presidente da Associação Internacional de Promoção de Saúde no Ambiente de Trabalho e diretor da Associação Brasileira de Qualidade de Vida, Alberto Ogata. O executivo afirmou que a “cultura organizacional de uma empresa influencia diretamente no modo como a equipe irá se comunicar tanto nas questões internas, como nas externas.”

Finalizando o Masterclass de Saúde Suplementar, a última aula trouxe a temática “Cuidados em saúde baseado em valor e seus impactos na gestão de desperdícios”. O palestrante do assunto foi o coordenador do grupo de trabalho de Medição de Valor em Saúde do ICOS e diretor de transformação estratégica na Johnson & Johnson, Fabrício Campolina.

Em aula, o diretor falou sobre os desafios e soluções de novos modelos dentro do segmento. “Dentro da Saúde Suplementar é preciso focar em ações de promoção da saúde baseada em valor, evoluir para modelos de cuidados e realizar ganhos produtivos por meio da transformação digital.”

Em seguida, a aula contou com a participação da diretora comercial do Hospital Mãe de Deus em Porto Alegre, Daniela Medeiros, que explanou sobre a execução de modelos de saúde baseado em valor. “O processo de modificação de um modelo organizacional é lento e não conseguimos mudar de uma forma brusca. É preciso construir uma nova lógica associando ao sistema já existente, até que consigamos realizar a migração.”

O debate também contou com a participação do diretor de negócios do AC Camargo Cancer Center, Marcos Cunha, que afirmou ser “fundamental o conhecimento do que os clientes precisam para, enfim, conseguir inserir um novo modelo de assistência.”

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