Acontece na SAHE at home – Masterclass traz discussões sobre regulamentação, tecnologia e automação na Farmácia

 Acontece na SAHE at home – Masterclass traz discussões sobre regulamentação, tecnologia e automação na Farmácia

Sob liderança de Ana Lúcia F. Camargo, Masterclass de Farmácia contou com a participação de Nilson Malta, do Albert Einstein, e Débora Carvalho, do Sírio-Libanês

Aconteceu nesta terça-feira (25/01), o segundo dia do maior evento de educação executiva na Saúde da América Latina. A South American Health Education (SAHE), excepcionalmente neste ano a SAHE at home, evento 100% online, reuniu líderes do setor e profissionais a fim de compartilhar e obter conhecimento, aprimoramento, relacionamento e networking.

Com o tema “Lidere a Transformação”, a SAHE at home trouxe quatro masterclass, dentre eles o de Farmácia Hospitalar, com conteúdo assinado pela farmacêutica-chefe do Instituto do Coração do HCFMUSP de São Paulo, Ana Lúcia Fleury Camargo.

Abrindo as discussões, o tema discutido foi “Avanços na regulamentação da profissão farmacêutica”, explanado pela Coordenadora de Farmácia Clínica do Hospital Sírio-Libanês, Livia Maria Gonçalves Barbosa.

Em aula, a executiva falou sobre os avanços na regulamentação da profissão farmacêutica. “Nós vivemos em mundo volátil, complexo, incerto e ambíguo no segmento. É preciso fortalecer nossa visão sistêmica, entender melhor nossa realidade, focar na clareza e na comunicação, e dar atenção à agilidade dos modelos da Saúde que estamos inseridos.”

Em seguida,o Masterclass de Farmácia contou com um bate-papo com a participação da Gerente de Farmácia Hospital Sírio-Libanês, Debora Cecilia Mantovani Faustino de Carvalho. A executiva afirmou que “o profissional farmacêutico tem recebido as regulamentações com pouca participação ativa, afetando uma regulamentação mais legítima a todos”.

O mesmo foi apontado pelo Gerente de Novos Negócios do Grupo UniHealth Logística Hospitalar, Juliano Jorej, que afirmou que “a regulamentação da profissão ainda está distante da realidade hospitalar, principalmente do sistema público e do sistema privado no Brasil, que enfatizam a questão da rastreabilidade objetiva dentro dos hospitais.”

Já na segunda aula do Masterclass de Farmácia Hospitalar, o tema discutido foi o “Sistema Nacional de Controle de Medicamentos”.

Para palestrar sobre o assunto, o evento trouxe o Gerente de Automação Hospitalar no Hospital Israelita Albert Einstein, Nilson Malta, que falou sobre o Sistema Nacional de Controle de Medicamentos (SNCM) na farmácia.

“O SNCM auxilia na inibição do roubo e também impede ou também impede a falsificação, porque qualquer produto que não seja regular na cadeia ele, teoricamente, seria facilmente detectado.”

Quem também palestrou na aula foi o pesquisador do Grupo de Gestão em Automação e TI da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo, Vidal Augusto Zapparoli Castro Melo. O executivo falou sobre a SNCM Implementação no Brasil.

“As funcionalidades disponibilizadas pelo SNCM Implementação permitirá uma evolução gradual em direção ao projeto final sem necessidade de retrabalho.”

Em seguida, o Executivo de Negócios na GS1 BRASIL, Ricardo Verza Amaral Melo, participou de um debate sobre o tema com Melo e Malta. O executivo afirmou que “a implementação da rastreabilidade não é somente um projeto da farmácia, mas sim um projeto multidisciplinar dentro do hospital.”

Finalizando a última aula do Masterclass de Farmácia Hospitalar, o tema explanado foi “Implantação de recurso tecnológico em Hospital Público.”

Quem palestrou sobre o assunto foi a Diretora Técnica da Divisão de Saúde do Instituto Central do HCFMUSP, Vanusa Barbosa. “É um grande desafio conseguir implantar alguns recursos tecnológicos no hospital. Mas quando se consegue, ele garante vantagens à Instituição, como a realocação de recursos humanos para processos assistenciais e controle total da utilização de medicamentos.”

Ainda sobre o tema, a Coordenadora de Suprimentos do Instituto Central do HCFMUSP, Renata Ferreira, ressaltou a importância de se conhecer a realidade da Instituição.

“É preciso ter uma metodologia para implantar a tecnologia para que nós não implantemos a tecnologia errada e traga problemas na execução dos processos e nem gaste os recursos com uma tecnologia que não vai trazer muitos ganhos.”

Por fim, Ana Lúcia Fleury de Camargo, farmacêutica-chefe do Instituto do Coração do HCFMUSP e presidente deste Masterclass, moderou um debate entre as executivas.

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